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Megaevento de Economia criativa visa impulsionar o setor nos pós pandemia

- Evento internacional reúne players da cultura para a retomada do setor

- Estudo mostra que indústria criativa encolheu 10,7% durante pandemia

 

O Mercado das Indústrias Criativas (MICBR 2021), que acontece de maneira virtual nos dias 17,18 e 19 de novembro, vai discutir como será o setor cultural no mundo pós-Covid. Durante o encontro, será divulgado o estudo ainda inédito no Brasil “A contribuição da cultura para o desenvolvimento econômico ibero-americano”, realizado pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL).

O megaevento é uma ótima oportunidade para quem tem o intuito de driblar a crise. A economia criativa conquista cada vez mais empreendedores que, durante a pandemia, perderam o emprego e procuram uma alternativa de trabalho ou, ainda, pessoas que descobrem satisfação naquilo que fazem.

Para além da questão econômica, a indústria criativa funciona como uma proteção e um espaço de resiliência da sociedade. Os tempos difíceis da pandemia, com perdas e luto, provocaram impactos emocionais profundos na população. A arte serve como um alívio e uma possibilidade de recuperação emocional diante da dureza do cotidiano. Investir na indústria criativa é apostar na retomada econômica, dos empregos e na melhora da saúde mental da população.  

O documento mostra que a retração no mercado das indústrias criativa foi grande:  10,7%, na região da América Latina e Caribe, 10,8% na Espanha e, em Portugal, 7,6%. Já a indústria criativa brasileira, que representa 2,64% do Produto Interno Bruto Nacional, perdeu 244 mil postos de trabalho. Deste total, 80,4 mil pessoas ficaram desempregadas apenas no primeiro semestre deste ano. 

Esses números são representativos, já que a taxa de empregados nas indústrias criativas nos países ibero-americanos representa algo em torno de 1,7% a 3% do total de trabalhadores em atividade, um universo de 3,7 milhões de empregados.

O impacto negativo é ainda maior se levarmos em conta que a cadeia produtiva da indústria criativa é longa. No caso brasileiro, por exemplo, em 2019 – antes da pandemia – 1,8% dos trabalhadores nacionais estavam empregados em atividades diretamente ligadas à cultura. Outros 3,5% trabalhavam em atividades indiretas ligadas ao setor. 

Outra característica da indústria cultural nacional é que a maior parte dos empregados trabalha em microempresas (51,1%), que têm mais dificuldades para garantir recursos e se recuperam de maneira mais lenta; 21,9% em pequenas empresas e 26,9% em grandes empresas, segundo dados de 2019. 

O estudo traz ainda os impactos da Covid-19 no setor da aviação, do turismo, e apresenta dicas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNESCO e do o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para auxiliar na recuperação do setor. No caso brasileiro, por exemplo, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) aprovou um plano de desembolso antecipado de direitos autorais na ordem de US$ 2,5 milhões para ajudar 22 mil artistas e compositores. 

O MICBR 2021, fruto de uma parceria entre a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e o Governo Federal, vai reunir 115 empreendedores, 30 palestrantes e envolver representantes de nove segmentos culturais: audiovisual e animação; design; moda; editorial; jogos eletrônicos; música; museus e patrimônio; artesanato e artes cênicas. A ideia é unir as duas pontas do sistema – criadores e financiadores – para impulsionar de maneira mais sustentada essa retomada.

Além de possibilitar o financiamento de iniciativas culturais e criativas, o MICBR 2021 tem como objetivo impulsionar a profissionalização dos agentes culturais e promover a internacionalização da produção cultural brasileira.

"É uma iniciativa que funciona como estímulo para a recuperação econômica do setor cultural. Uma plataforma que conecta mercados regionais, habilitando produções e itinerâncias em diferentes países”, explica o diretor e chefe de Representação da Organização dos Estados Ibero-Americanos no Brasil, Raphael Callou. 

Estudo da CEPAL na íntegra: A contribuição da cultura para o desenvolvimento econômico na Ibero-américa


O que: Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR 2021)

Quando: 17, 18 e 19 de novembro

Onde: www.micbr.com.br

Quanto: inscrições gratuitas

SAIBA MAIS SOBRE O EVENTO

Para uma maior abrangência do público e visando contribuir para a retomada da economia do setor, o evento neste ano ocorrerá em formato digital, com transmissão ao vivo pelas plataformas da OEI Brasil.